terça-feira, maio 27, 2008

Do 8º andar

Um pensamento atrás do outro, e o sono bem distante. "Preciso dormir", ela pensava e quanto mais pensava nisso, menos sono sentia.
A imagem do rosto dele fixa na mente, como um fantasma que resolve assombrar sem aviso.
A saudade tão presente, tão palpável, tão lancinante.
O choro preso na garganta que ela insistia em não soltar, por medo de não conseguir parar nunca mais.
Quem sabe se não poderia inundar o quarto tamanha era sua dor.
O tic-tac do relógio retumbando aos ouvidos, as horas gastas com tão pouco.
O sono sempre tão amigo, tão confortador, agora distante, quando ela mais precisava.
Assim como ele um dia... Longe, sempre tão longe a qualquer momento que precisasse dele.
A noite escorrendo por entre seus dedos junto com o resto de amor e esperança que ainda tinha sobrado.
Uma janela aberta no 8º andar.
Um corpo estirado no chão enquanto o sol nascia...

15 comentários:

Bruno disse...

Teve uma época que eu passei por coisas do tipo, não vou dizer que sei como é porque não sei: cada um sente de um jeito. Mas vai a dica: na falta de sono não tente dormir, e na hora de chorar, chore mesmo que seja um novo dilúvio quiném o de Noé :)

Amanda Hellen disse...

Eu nunca entendi a saudade e de todos os sentimentos foi o que eu nunca consegui gostar... dói mais do que pé na bunda, muito mais do que qualquer dor, pq as dores até passam, mas parece que a saudade não.. é louco, insano.

Enfim.. é saudade,né?

Scheidex disse...

Oi Amanda... Não deu pra entrar no blog nesses últimos tempos, eu tenho estado muito ocupado.
Obrigado pelos comentários.
^^


nossa, que triste... coitada dela...
Perder a esperança é sempre o primeiro passo para a insanidade. Em muitos casos são os próximos passos também.

abraços

Juliana Caribé disse...

"Tá lá um corpo estendido no chão..."

Camilinha disse...

o rumo intacto até o repouso final. acabou? não, não... tudo apenas começou... saiu voando carregada pelos pensamentos...


beijos daqui...

Bill disse...

Você tem aquela intensidade dos grandes, Amanda! Ler teu post me lembrou Nietzsche, Schopenhauer e outros fodões.
Vai lá na redação, que tem um texto do Chaplin em cartaz hehe!! Parece grande (em tamanho), mas é grande (em talento e humanismo)!
Bjooooooooooosssssssssss!!!

Nalu disse...

"O.O"

mas é bunito de se ler!
um beijo querida!!

Amanda Oliveira disse...

É assim que culmina um monte de sentimento reprimido, um monte de coisa que nos enforca, nos engole e não nos deixa viver.
Isso é só um conto, mas existem contos da vida real tão iguais a esse que você escreveu...

Eu tô na correria como sempre, graças a Deus, mas agora que as férias estão chegando, acho que tudo vai ficar bem de novo.

Gostei do novo layout, como sempre tá a sua cara, sua camaleoa de blogs!

Também tava com saudades!
Beijos!

Luh disse...

Para tudo, que eu sou loira..
quem morreu???? rsrsrs, ela ou ele?
saudade é ruim, acho que as pessoas qdo terminam não tem saudade da pessoa que se foi, e sim da companhia e coisas que passavam e faziam juntas..
beijos, Lu

Jaya disse...

Triste, e doeu aqui.
Sei nem comentar.

Fica meu silêncio.

Beijo, Manda.

Silvana disse...

Oi, Amanda. Eu te leio há bastante tempo, mas nunca havia comentado. Hoje ganhei um selo e uma das pessoas pra quem repassei foi você porque é um dos meus blogs favoritos, adoro o que você escreve e me identifico muito. Beijos....

Silvana disse...

Eu amo Dom Casmurro. Queria comentar esse post, mas ele está simplesmente "sem comentários". Fiquei sem palavras...
Beijo...

Natyx Lisboa disse...

aii que forte não!
até bateu uma coisa aki dentro sei la rs

antes de mais nda..ai tava entrando entrando..ae vi seu blog..adorei :)
ae tive que ler o post

saudade é bom,quando utilizada pra recordar bons momentos!

Daniele V. disse...

Já escrevi um post parecido com esse. Chama-se "O vôo da Libélula".
A perfeita tradução de diversos problemas sociais e pessoais que levam ao suicidio.

Kamilla Barcelos disse...

É bem psicológico, qdo a gente fala q tem q dormir, a gente até perde o sono. Isso acontece mto comigo!
Vc tem uma descrição formidável!